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31 DE MAIO: DIA MUNDIAL SEM TABACO

Publicado: Quarta, 30 de Maio de 2018, 16h07 | Última atualização em Sexta, 08 de Junho de 2018, 20h47 | Acessos: 574

PROCURE UM FISIOTERAPEUTA RESPIRATÓRIO

O CREFITO-8 lembra a importância do Fisioterapeuta Respiratório para todos os dias e neste Dia Mundial Sem Tabaco. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabaco é uma das principais causas evitáveis de mortes em todo mundo. Estima-se que, durante o século XX, cem milhões de pessoas faleceram devido ao consumo, sendo o hábito de fumar responsável por 12% da mortalidade adulta mundial.
A cada ano, aproximadamente, cinco milhões de pessoas morrem por doenças relacionadas ao tabaco e a previsão é que persistindo o atual modelo de consumo, em 2010, serão dez milhões de mortes ao ano, sendo que 70% dessas perdas ocorrerão nos países em desenvolvimento como o Brasil.
O tabaco tem seus efeitos na saúde e na economia, pois cada ano, custa a famílias e governos mais de U$ 1,4 trilhão por meio de despesas de saúde e perda de produtividade. O tabaco provoca impactos no meio ambiente, ameaça a vida de mulheres, crianças e seus meios de subsistência. O tabaco contribui para 16% das mortes por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT).
Nesse contexto, a assessoria de comunicação do CREFITO-8 entrevistou a Dra. Karina Couto Furlanetto, diretora da Regional Paraná e coordenadora do Departamento de Fisioterapia Respiratória da Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva (ASSOBRAFIR), sobre os benefícios da Fisioterapia Respiratória e o tabagismo.

 

Dra. Karina Couto Furlanetto é graduada  em Fisioterapia (UEL), mestre e doutora em Ciências 
da Reabilitação (UEL) e especialista em Fisioterapia Respiratória, docente do Programa Stricto
Sensu em Ciências da Reabilitação UEL – Unopar e docente da Unopar

 

CREFITO-8: o que pode dizer sobre o Dia Mundial Sem Tabaco?

Dra. Karina: o Dia Mundial Sem Tabaco objetiva atrair a atenção do mundo para os efeitos deletérios à saúde causados pelo tabagismo. Dentre as doenças tabaco-relacionadas estão as doenças cardiovasculares (DCV), doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e diversos tipos de câncer, especialmente o câncer de pulmão. A Organização mundial da Saúde (OMS) reconhece que a epidemia causada pelo tabaco é um problema global com consequências graves para a saúde pública. Milhões de mortes são associadas ao tabagismo e por conta disso, políticas de controle do tabaco e também contra os interesses da indústria do tabaco são encorajadas.

CREFITO-8: quais os benefícios da Fisioterapia Respiratória?

Dra. Karina: de acordo com o tratamento realizado para cada tipo de paciente, diversos benefícios são observados. Em pacientes com doenças respiratórias crônicas causadas pelo tabagismo, que, por exemplo, já apresentam sintomas de dispneia, limitações para realizar as atividades de vida diária e intolerância ao exercício, a Fisioterapia Respiratória atua, principalmente, com treinamento físico, um dos componentes mais importantes da reabilitação pulmonar. Nesses pacientes, objetivamos alcançar benefícios não apenas no quadro respiratório, mas especialmente nas manifestações sistêmicas da doença. Com o tratamento observamos uma redução da sensação de dispneia na vida diária, bem como a melhora no desempenho de atividades que exigem esforço físico, o que reflete em uma melhora importante na qualidade de vida. Outros benefícios como manutenção da permeabilidade das vias aéreas, melhora da ventilação pulmonar, mobilidade diafragmática, da força muscular respiratória ou periférica, condicionamento físico, flexibilidade, equilíbrio, dentre outros desfechos, também podem ser obtidos com a Fisioterapia.

CREFITO-8: como e onde é realizado o tratamento para a reabilitação do paciente?

Dra. Karina: a reabilitação pode ser realizada em diferentes ambientes dependendo do momento clínico e da individualidade do paciente que se beneficia da Fisioterapia Respiratória. Pode ser realizado, precocemente, tanto em hospitais, que incluem atuação em unidades de terapia intensiva e enfermarias, quanto em ambientes ambulatoriais ou domiciliares. O tratamento pode ser individual ou em grupo, respeitando sempre as especificidades de cada paciente para e elaboração do plano de tratamento com a prescrição da intensidade, duração, frequência e modalidade de exercício ideal para cada caso. É importante lembrar que o fisioterapeuta também tem um papel importante em estratégias de prevenções e orientações quanto à saúde dos pacientes.

CREFITO-8: na sua avaliação quais são os principais motivos da incidência dos problemas respiratórios?

Dra. Karina: os problemas respiratórios com maior incidência e que estão dentre as principais causas de doenças graves ou morte são: DPOC, asma, infecções respiratórias de vias aéreas inferiores, tuberculose e câncer de pulmão. Apesar do componente genético ser importante, sabe-se que a poluição do ar, má nutrição, imunossupressão, dentre outros fatores, estão associados com essas doenças. No entanto, eu avalio que a falta de prevenção ainda hoje é um dos principais problemas. Cuidados com a higiene, exposição à fatores alérgenos (...) e principalmente o tabagismo, são fatores modificáveis que deveriam ser melhores controlados e que também estão associados com essas doenças. O tabaco, por exemplo, é considerado a principal causa evitável de morte no mundo. De acordo com a OMS, durante o século XX, cem milhões de pessoas morreram por doenças associadas ao consumo do tabaco, o que representa que 12% da mortalidade adulta mundial foi causada pelo hábito de fumar.

CREFITO-8: o número de pacientes idosos com problemas respiratórios ainda é muito grande no Paraná?

Dra. Karina: sim e área de atuação é abrangente. Existem muitos pacientes com DPOC ambulatoriais que foram tabagistas na idade adulta e que, apenas na terceira idade, começaram a manifestar os sintomas da doença. É comum também que pacientes idosos com DPOC sejam internados por exacerbação da doença. Outro problema respiratório, especialmente nas internações hospitalares, são as pneumonias. De fato, a idade muito avançada, por si só, já é um fator de risco importante para a pneumonia. Além disso, as características advindas da senilidade associadas ou não com outras doenças, que muitas vezes nem são doenças respiratórias, podem evoluir com um comprometimento da função respiratória.

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